CLEUNICE DE ARRUDA CASTRO

CLEUNICE DE ARRUDA CASTRO

BIOGRAFIA
CLEUNICE DE ARRUDA CASTRO

Nascí na Rua José de Alencar, no bairro da Boa Vista em Recife-Pernambuco, sob o signo de Áries, pois sou do dia 02 de abril de 1952, filha de Ivancir Gonçalves da Rocha Castro, nascido em Tejipió-PE e Maria Cleunice de Arruda Castro, nascida em Pesqueira-PE.
Fui criada em Recife fazendo parte de uma numerosa família. Somos oito irmãos, sendo eu a única mulher e a filha mais velha.
Desde muito menina, mais precisamente quando comecei a ler, me interessei pela língua portuguesa, particularmente, pela literatura e já arriscava escrever alguns versinhos que lembro até hoje, como é o caso do poeminha “o cisco”:
De meus olhos duas lágrimas escorrem,
Que são de amor, que eu temo e não arrisco,
E num simples gesto de esconder o choro:
“Perdoa amor, foi apenas um cisco”.
Oriunda de família de educadores e neta de Maria Carmelita Uchôa Arruda, desde cedo fui seguindo os passos de minha avó materna. Ela, poetisa, foi precursora na arte de fazer jingles para propaganda política na região de Mimoso, Pesqueira e adjacências, e também jingles para o comércio local. Fazia discursos ricos em vocabulário, ideias e que favoreciam a quem deles lançasse mão para a oratória. Atualmente, em homenagem a minha avó, professora e diretora do grupo escolar local da época, existe um pastoril e uma ala na biblioteca pública com o seu nome.
Vem daí, talvez, a veia para escritora que se manifestou ainda na infância quando, eu escrevia poesias infantis – próprias a minha idade e me correspondia em versos com minha avó.
Na infância e quase adolescência, escrevi duas peças de teatro infantil, ambas encenadas pelos meus primos e por mim mesma, em reuniões restritas ao ambiente familiar. Os cenários eram construídos com o que se tinha à mão na época. Cenas de florestas, trazíamos galhos de árvores e os colocávamos em pontos estratégicos para a hora das perseguições no meio do mato. Era uma trabalheira enorme, mas também era muito divertido.
Estudei meu curso primário no Grupo Escolar Manoel Borba e fui aluna, posteriormente, dos seguintes colégios pernambucanos: Colégio Estadual de Pernambuco(1ª a 3ª série ginasial); Colégio Nossa Senhora do Carmo (4ª série ginasial e 1º ano científico); Colégio Padre Félix (meses do 2º ano científico) quando nossa família foi transferida para Brasília em 1969.
Em fins de 1968, houve um concurso de vozes infanto-juvenis em Recife.