Ana Flávia C.

14 anos perdidos. Me tira daqui que já não me encaixo mais no meu próprio peito. Vivo em Juiz de Fora, Minas Gerais, alguém quer vir me buscar?

Sou quieta e não costumo me aproximar das pessoas, apenas se ela me encantar. Sou pequena e de coração encolhido, transbordo pensamentos, porém, não jorro palavras. Amo escrever sobre o que sinto, já que é a única maneira de me explicar. Obcecada por romances, mas não daqueles sobrenaturais. Gosto do simples, amor, apenas. Livros de ficção e aventura são ótimos para esquecer da minha vida tão estável. Amo ler sobre filosofia. Leio quase que qualquer coisa. Os meus livros substituem pessoas. Sou romântica não-assumida. Coisas antigas são tesouros que descubro aqui em casa: jaquetas velhas, livros, discos de vinil, filmes e tocadores de disco. Muitas vezes me pergunto se não nasci na época errada. Sou antiquada. Em oposição, muita coisa contemporânea me atrai. Fascinada por piercings, tatuagens e alargadores. Cabelos raspados, coloridos. Tudo que é diferente me encanta. Sou contraditória por vezes demais, portanto, não procure entender, apenas aceite. Toco violão e anseio conseguir o dinheiro para comprar uma guitarra. Música é quase minha segunda vida, eu respiro isso. Não sou tão eclética quanto já fui, por exemplo, não ouço pop, nem sertanejo, funk, eletrônica, pagode e samba. Mas eu sou fissurada por rock, e ainda gosto muito de clássicas, mpb e folk, e ouço um pouco de rap/hip hop, apesar de não saber a diferença. Sou boba, muitas vezes para socializar, já que não sei me aproximar. Sou boba em muitas outras situações, principalmente quando me apaixono. É realmente fácil de me encantar por alguém, mas acredito que amar, eu só amei uma vez.