Ana Portocarrero

Ana Portocarrero

Eu venho contar histórias. Até porque, afinal, quem não gosta de uma boa história? Princesas atrevidas, dragões flamejantes, heróis de espada à cinta, florestas de encantar e países do outro mundo – ah… esse meu mundo!
Seria fácil pensar que quis crescer escritora. Talvez seja quase verdade! Mas havia, nessa altura pequenina, uma outra paixão que se complementava: o desenho. Eu rabiscava em qualquer canto, num guardanapo do restaurante ou numa folha de papel perdida (seria um documento importante?), comboios, casas com árvores e “super heronas” (as mulheres dos super heróis). E cada boneco contava uma história, claro. Contudo, longe da minha clareza, questionavam-se os mais crescidos acerca das minhas qualidades: é que as histórias não se enquadravam nos desenhos! Sem preocupações desmedidas, pensaram no que seria mais evidente – ou eu não sabia escrever, ou eu não sabia desenhar!
Hoje ainda desenho. Os mesmos rabiscos, comboios, casas com árvores e “super heronas”. Mas compreendo a importância da coerência e deixei de ilustrar as minhas histórias – os bonecos em que penso aparecem-me só em palavras, porque os traços não lhes fazem jus.
Talvez vos mostre, num dia corajoso, uma das minhas artes desenhistas, mas para já apresento-me com as letras, a escrita, a imaginação e um mundo sedutor, irresistível, pronto a ser explorado.