João Perdigão

Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Desde os tempos pré-internet, já era viciado em informação. Até os vinte e dois anos radicado em São Domingos do Prata e sem perspectiva de fazer algo relevante na vida. O melhor dia da semana era quando chegavam revistas novas na banca. Foi lá no interior que comecei a tomar gosto por quadrinhos, cultura pop e literatura ao invés de estudar o que não gostava.

Vim morar em Belo Horizonte para estudar jornalismo. O trabalho de conclusão de curso de meu grupo foi sobre fanzines, quando pesquisei a linguagem e as origens de publicações alternativas. Depois de formado, me envolvi com arte urbana/poster art, fotografia etc. Fui burocrata e cheguei a sofrer represália por ajudar a organizar um protesto contra uma igreja que demoliu prédios históricos.

Em 2009, terminei uma pós-graduação em Arte e Contemporaneidade na Escola Guignard/UEMG, quando fiz meu primeiro livro, "Tropecassino: Um Jogo em Fantasia" (não publicado). Em 2010, junto de dois amigos, ao notarmos que conhecíamos diversos talentos pela rua, começamos a editar um zine. Desde então, A Zica é uma publicação-tabu editada quase anualmente. Foram cinco edições desde então.

Em 2006, através de um contato on-line de Euler Corradi, começamos a pesquisar a vida de meu tio-bisavô Joaquim Rolla, que foi dono do Cassino da Urca e construiu o Quitandinha - outrora maior casa de jogos da América Latina. Depois de três anos pesquisando, encontramos com o Ruy Castro, que nos recebeu e apoiou nossa ideia. Assim, conseguimos aprovar e captar o projeto do livro na Lei Rouanet. Ao fim de seis anos de pesquisa, conseguimos finalizar a obra e o livro foi lançado com relativo sucesso em 2012. "O Rei da Roleta: A incrível vida de Joaquim Rolla, o homem que inventou o cassino da Urca e transformou a história do entretenimento no Brasil" não chegou a ser um best-seller, mas tivemos destaque na mídi e vendemos uns milhares de exemplares - coisa rara no país.

Em 2013, trabalhei no Observatório da Juventude da FaE/UFMG e no Teias de Cidadania e descobri que educação é tão legal quanto comunicação. Em 2014, a Conceito Editorial, me convidou a fazer um livro sobre o Viaduto Santa Tereza, que está no prelo. Em 2015, fiz uma oficina no Arquivo Público Mineiro e no Museu Mineiro usando os arquivos de ambas instituições, que se transformaram na publicação Currey del Hall. No Festival Internacional de Fotografia, a oficina BH Fantasma.

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