Danielle Vieira
Quando criança, fugia de escrever, de me expor, de colocar a cara à tapa.
Escondia-me por trás dos cachos, dos livros, da barra da saia da minha mãe.
Depois foi paixão à primeira, segunda, terceira, milésima vista pelo violino. Foi, não. Ainda é. Mas o sonho teve que adormecer. Por enquanto!
Hoje fiz as pazes com as palavras, virei jornalista. Na verdade, temos um relacionamento intenso. Não sei mais viver sem elas, nem com poucas.
Estudo. Trabalho. Estudo. Não sei bem em qual ordem. Faço meus bicos, freelas, dou aula, trabalho como cerimonial, mas na maior parte do tempo, ou toda parte: mestrado na cabeça!
Ah, como sempre perguntam.. continuo com asma, mas hoje estou pouco me importando se todos podem correr, menos eu.
Superei esta fase.. agora estou tentando descobrir uma fórmula para espichar os dias, fazê-lo ter mais de 24, 30 horas. E assim continuar o mestrado.
E, enquanto estiver por aqui, continuarei comendo meu filé de peito de frango assado, assistindo os filmes que sei que esquecerei e os livros que também precisarei fichar para poder recordá-los.
Permanecerei com aquelas amizades, AQUELAS. A família eterna, o Deus mais ainda, e com a certeza de que:
"Tenho em mim todos os sonhos do mundo"
Fernando Pessoa