Diana Wolff
Acabei me inundando de meus sentimentos... Me sobrecarreguei de meu próprio pesar, e acabei virando apenas o que eu sentia; que era escasso, complexo e intenso. Minhas luzes eram tão reluzentes que acabei me cegando, também acabei me cansando, tamanho era o pesar que eu carregava em meus braços que sempre foram finos e frágeis... Eu toda fina e frágil agora estendida no chão, perplexa... Todo o meu futuro prominente acabado, estou acabada! Quero gritar e as palavras não saem de minha boca. Acabei virando Diana Wolff, que devo admitir desde o inicio, não é o nome pelo qual me chamam, meu antigo nome se refere a minha antiga martirizadora, que buscava numa psicose sem fim a intelectualidade e o saber... Talvez não só meu embebedamento próprio, mas o reconhecimento da inutilidade e impossibilidade do saber tenha me tornado Diana. Diana, a luta da caça; hoje preciso de sua força! Hoje me estendo mansa e pálida no chão, na minha áurea morna e cansada, na minha agonia expressiva, em minha melancolia poética. Diana, deixa-me ser sua filha! Que não aguento mais a responsabilidade de me ser!