Filipa Semiao
O gosto pela escrita nasceu comigo. A paixão pela Pastelaria não. Foi aos 23 que decidi que queria ser pasteleira e adoro o facto de todos os dias tomar essa decisão novamente. A pastelaria é, para muitos, perfeita. É bonita, é visual, é apelativa. Assim como a maioria dos blogs que leio, é organizada e arrumada. A realidade é que a pastelaria é uma confusão – pelo menos no ínicio.
Ser pasteleira significa queimar as mãos pelo menos uma vez por mês, passar uma boa quantidade de tempo a lavar jalecas, ler receitas, confiar em massas de bolos, tentar criar coisas novas sem saber bem como, perceber os ingredientes – sim, porque o chocolate então, tem um feitiozinho terrível. A pastelaria é barulhenta, estamos a falar de várias batedeiras a trabalhar ao mesmo tempo, rolos de massa, fornos, fogões, caramelos, farinhas, manteiga, natas e ovos (muitos ovos). Mas, quando se consegue e quando tudo se conjuga, a sensação de satisfação é algo inacreditável, o sentimento de finalizar uma sobremesa perfeita é, para mim, um dos melhores.
Decidi então parar de procastinar e criar o blog que há muito idealizava. Informações, receitas, sucessos, insucessos, inspirações e outras coisas tantas. Dizem que a felicidade só é verdadeira quando partilhada, sendo assim, partilho aquilo que me faz feliz diariamente – pastelaria.