Letícia Givisiez

Creio que, como todos, tenho gostos e desgostos.
Entre os maiores gostos: núvens e lua, o mar, o silêncio dos desenhos, Versos inscritos numa taça feita de crânio e Misto quente (sim, vítima do legado de Byron, e conseguinte, do Velho Bukowski, mas também uma confidente de Álvares de Azevedo, Marry Shelley, Edward Young, Pedro Calazans, Charles Baudelaire, Dante Alighieri, Nathaniel Hawthorne, Shakespeare, Mikhail Bakhtin, J.K Rolling, entre mais).
Música, assunto bem polêmico na minha tediosa mente, vai do velho Rock, com os garotos de Liverpool, até aos incríveis versos da MPB, do ilustre clássico até o sinistro metal. Também sei apreciar uma sinfonia e uma ópera bem produzida.
Gostar de poesia é um caos, sendo declarada uma romântica de segunda geração, sou subjetivista de papel e individualista de morangos. Alma de herói Byroniano.
Fã da mitologia nórdica, da exotopia, das artes surrealistas, impressionistas, do cubismo, do simbolismo, da interferência. Fã de desenhos animados, animes, games e cosplays. Fã de imaginação e do apego à realidade, de saber separar momentos de criatividade. E como revela Bukwoski "sou a platéia de um homem só."
Admiradora de serenatas de violão, do som do piano, dos solos de guitarra e da batida da bateria. Discretamente, orgulhosa e flexível. Amante de guerras (dialética de Heráclito) e de artes marciais. Mistificadora de sentimentos, burladora de banalidades.
Com o tempo, adiquiri o hábito (ou mania) de estalar dedos, de ser chata com o que se deve, e educada.
Enfim, aprendi a razão do porque da vida, nas tediosas palavras de Byron, nas frases celebres/poesia de um Velho Bêbado, nos diálogos de Shakespeare e, principalmente, no Amor.
"A poesia abre os olhos, cala a boca e estremece a alma." (Charles Bukowski)