Lucas Ed.

Teacher, Psychologist, and researcher in Belo Horizonte, Minas Gerais

Lucas Ed.

Teacher, Psychologist, and researcher in Belo Horizonte, Minas Gerais

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“Eu sou aquele que disse: ‘Tanto limão pelo chão…’”.
Mentira, eu não disse isso. Quem disse foi o Sérgio Sampaio. Eu não disse nada. Na verdade, percebo agora, mal sei o que devo dizer depois da expressão “Eu sou” (ou a sua versão inquisitiva, “Quem sou?”).

Mas me arrisco, bora lá.

Sou afrobrasileiro puro, é uma expressão do Itamar Assumpção. Será mulata a minha prole, projeto a partir desse mesmo verso dele.

Sou psicólogo formado pela Universidade Federal de Minas Gerais e tenho muito orgulho disso - da Universidade pública, de ter sido o primeiro da minha família a ser iniciado numa vida novapor essa instituição. Nela fiz mestrado em psicologia social, agora faço doutorado, e se depender de mim, nela terminarei minha vida produtiva. Academicamente, sou dedicado a entender a complexa encruzilhada formada pelas imagens e a forma como pensamos enquanto sociedade.

Também sou investigador da Polícia Civil de Minas Gerais desde 2005. Fiz muita coisa, vi muita coisa, aprendi muita coisa (também queria não ter visto muitas dessas coisas). Profissionalmente, minha especialidade são investigações e políticas públicas para pessoas desaparecidas. Esse meu empenho com o tema me levou até o Ministério da Justiça e Segurança Pública, onde participei da coordenação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e da revisão do Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social 2021-2030.

Amo as imagens e amo a palavra escrita. Acho que se temos algum super poder, ele é o domínio dessas ferramentas, desses códigos. Acho realmente incrível, fantástico. Esses amores nasceram com uma coisa que une os dois registros: as histórias em quadrinhos. Foi com elas que fiz meu mestrado, foi sobre elas que falei numa edição do TEDx em 2018, foi por causa delas que fiz a curadoria do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, o FIQ, em 2022 e 2024.

Eu penso. E pensando, escrevo. É um jeito de não me afogar.

(é possível que, tendo chegado até aqui, você diga: “Que zona a quantidade de coisa que esse cara se mete!”. Pois é. Uma senhora mexicana disse isso de um jeito que gostei mais, passei para a primeira pessoa e repito por aí: “Eu sou uma antinomia.”)