A Peregrina

São Paulo, Brasil.

Durante um tempo viveu um dilema: Quem era ela? Ninguém sabia responder. Ainda tem uma mentalidade muito jovem, repleta de amores e de memórias.Tem o costume de esperar demais das pessoas, de si mesma, da vida em si e por isso quase sempre se decepciona. Inteligente e intuitiva, desde muito cedo é notória sua vocação por atividades intelectuais. Não se atrai por atividades desgastantes e de esforço físico. Demonstra ter a vida sob controle. Alguém que valoriza a espiritualidade. Sempre envolvida com seus pensamentos pode passar a impressão de solitária. Séria, não aceita intimidades ou brincadeiras inoportunas. Bastante reservada, torna-se difícil ter sua confiança, e guarda seus segredos sempre para si. Não se familiariza com encontros sociais, prefere sempre atividades que exijam concentração. Fala pouco, e evita comentários óbvios, nunca age com a intenção de impressionar, por isso só participa de conversas quando está embasada de sua observação e cuidadosa analise. Preocupa-se com o conteúdo e nunca com a forma. Esta postura tende a isola-la do mundo, pois dificilmente confia na ajuda de alguém. Está sempre em guerra tentando controlar o egoismo e buscar abrir-se mais ao mundo. Ela é ela. Uma eterna peregrina. Uma mistura única de estilos, pensamentos e modos de viver a vida. Ela é o papel daquele escritor sensacional que vive no anonimato. É o arco-íris que surge de repente, a chuva torrencial que atrapalha a vida de todos, é a escuridão da noite e a luz tímida do amanhecer, a menina-mulher chamada Malu Esteves, com 19 anos.