Marcelo Martins

Niterói

Marcelo Martins

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Sempre fui apaixonado por luz. E logo na primeira vez que coloquei uma máquina fotográfica na mão (um tanque russo, Zenit 12xp) fiquei fascinado com aquela mecânica que convertia o reflexo das partículas de luz em imagem. Mais do que isso, a luz se tornava informação, e aquele momento único capturado pelo obturador disparando luz em uma lâmina de nitrato de prata, depois de impresso, se tornava uma real viagem no tempo. Com o passar dos anos, eu quis descobrir mais, queria saber o que tornava aquela imagem especial, busquei entender o comportamento da luz como partícula e onda, a engenharia por traz dos mecanismos da minha câmera, como ela se comportava com a luz do sol, com luz artificial, com muita ou pouca iluminação, e quanto mais porfunda se tornava essa busca, mais fascinado eu ficava.

No meio dessa jornada me deparei com outra arte, a música. Essa mexeu com meu espírito de uma maneira que até hoje eu não consigo compreender. É mágica a maneira como o ar em determinadas frequências de deslocamento se tornam som nos meus ouvidos. E tão fantástica quanto, a capacidade e criatividade humana em gerar, gravar e reproduzir essas frequências de deslocamento. Assim como na fotografia, quis descobrir o máximo que eu pudesse. Desde como o som se desloca através do espaço à ciência da gravação sonora. De um simples e poderoso acorde de Erick Satie à complexidade radical e harmonia de Jimi Hendrix, viajei por anos na minha cabeça tentando descobrir o que tornava música o que ela é, e porque ela nos fascina tanto.

Hoje, depois de muita experência nessa busca interminável, tenho a oportunidade de concretizar parte dessas descobertas trabalhando com as duas artes.

Mas a busca continua, em suas expressões artísticas e científicas, dentro e fora de mim mesmo.

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