Nani Kleebank
Art Director, Designer, and Writer in São Paulo, Brazil
Eu sou apaixonada por artes e comunicação em todas as suas manifestações: fotografia, literatura, moda, design ou artes plásticas.
Minha formação é publicidade, embora a curiosidade tenha sido o maior incentivo para aprender e trabalhar em diversas áreas. Redação era minha grande paixão, mas consegui à época uma vaga no departamento de artes da DPZ, oportunidade que não poderia ser dispensada. Assim começou o meu aprendizado de arte em publicidade aos 17 anos.
Transitei pelo mundo da moda sob vários pontos de vista, fui estilista, trabalhei com marketing, desenvolvimento de produtos, pesquisa de tendências, planejamento estratégico, varejo, styling e comunicação.
Fascinada por informação e comportamento, faço pesquisa de tendências para qualquer tipo de demanda, seja uma marca para um produto, seja uma campanha para uma grande empresa.
Trabalhei em grandes agências por 15 anos, atendendo clientes de todos os segmentos de mercado (Itaú, Mercedes Benz, Sadia, Carlton, Levi's), até criar a minha própria. Sou fundadora da Bossanova agência, que existe desde 2001.
A bossanova® nasceu da vontade de ter uma agência gostosa de trabalhar, em que se pensasse realmente nos problemas do cliente. Que tivesse uma estrutura simples que conseguisse viabilizar projetos bacanas para todo tamanho de verba.
Que o clima de trabalho fosse sempre leve e criativo. Que respirássemos arte e transformássemos tudo em comunicação.
Nem existiam os termos coworking ou economia criativa, mas já trabalhávamos em parceria com psicólogos, arquitetos, economistas e jornalistas.
Porquê Bossa nova? “Bossa” era um termo da gíria carioca, no fim dos anos cinquenta. Quando alguém fazia algo de um modo diferente, original, de maneira fácil e simples, dizia-se que esse alguém tinha “bossa”.
Desde sempre, achei que a bossa nova sintetiza tudo o que amo no Brasil. E bossa nova não é só um movimento musical, é um jeito de ser, de sentir, de viver. Um jeito elegante, sofisticado e tropical.
A bossa nova lembra uma época difícil de um Brasil reprimido, mas também um momento de estética apurada, de irreverência, de contestação e de criatividade para achar novos caminhos.
É um olhar nostálgico com certeza, mas me reporta à uma infância contente, ao otimismo e à esperança. A época da Conguinha, do Kichute, do vestido de lastex, da tonga da mironga, do guaraná Charrua, do Capitão Asa, do sabonete listra azul.
O meu estúdio tem um jeito bossa nova de atender os clientes:informal, criativo e simples.