Vitor Romera
Eu sou o acúmulo de expectativas de Joel.
Eu sou as 2 Kcal do tic-tac de laranja de Joel.
Eu sou a guitarra citrelétrica e furiosa de Joel.
Eu sou o nº 9 de gelo (filtrado 2 vezes) de Joel.
Eu sou o surto de ceticismo duplotaurino de Joel.
Eu sou o resto da adolescência mal vivida de Joel.
Eu sou o rosário do catecismo de obsessões de Joel.
Eu sou o impasse entre a imagem e o objeto de Joel.
Eu sou cada tijolo da parede de preconceitos de Joel.
Eu sou a redundância e a repetição dos erros de Joel.
Eu sou o colecionador de coleções incompletas de Joel.
Eu sou o lapso criativo entre o ócio e a diversão de Joel.
Eu sou a ducha que alivia a constante dor no palato de Joel.
Eu sou as falsas lembranças e a imatura imaginação de Joel.
Eu sou as fantasias de transformações cataclísmicas de Joel.
Eu sou a inquietação perante a individualidade finita de Joel.
Eu sou a perspectiva de um fracasso heróico que estimula Joel.
Eu sou a música alta ao ponto de calar os grilhões da alma de Joel.
Eu sou o desejo por um déficit na ordem moral da existência de Joel.
Eu sou a fé que alimenta cada balança da metodologia de vida de Joel.
Eu sou o elemento comum a todas as vidas, inexistente na vida de Joel.
Eu sou o azar bipolar mascarado de sorte brincando de montanha russa de Joel.
Eu sou o apogeu e o declínio emaranhados numa constante inconsequente que liga Joel ao Infinito.