Tiago C
Carapicuíba, Brazil
Não sou escravo de ninguém Ninguém, senhor do meu domínio Sei o que devo defender E, por valor eu tenho E temo o que agora se desfaz. Se me der um beijo eu gosto Se me der um tapa eu brigo Se me der um grito não calo Se mandar calar mais eu falo Mas se me der a mão Claro, aperto Se for franco Direto e aberto Tô contigo amigo e não abro Vamos ver o diabo de perto Mas preste bem atenção, seu moço Não engulo a fruta e o caroço Minha vida é tutano é osso Liberdade virou prisão Se é amor deu e recebeu Se é suor só o meu e o teu Verbo eu pra mim já morreu Quem mandava em mim nem nasceu É viver e aprender Vá viver e entender, malandro Vai compreender Vá tratar de viver E se tentar me tolher é igual Ao fulano de tal que taí Se é pra ir vamos juntos Se não é já não tô nem aqui Me cansei de lero-lero Dá licença Mas eu vou sair do sério Quero mais saúde Me cansei de escutar Opiniões... As águas vão rolar Não vou chorar Se por acaso morrer Do coração... É sinal que amei demais Mas enquanto estou vivo Cheio de graça Talvez ainda faça Um monte de gente feliz! De como ter um mundo melhor Mas ninguém sai de cima Nesse chove-não-molha Eu sei que agora Eu vou é cuidar Mais de mim! Sempre precisei De um pouco de atenção Acho que não sei quem sou Só sei do que não gosto Nem sempre ando entre os meus iguais Nem sempre faço coisas legais Me dou bem com os inocentes Mas com os culpados me divirto mais Nenhuma verdade me machuca Nenhum motivo me corrói Até se eu ficar Só na vontade, já não dói Nenhuma doutrina me convence Nenhuma resposta Vem me privar pra ver o que vou fazer Me prepara pro que vai chegar Vem me desapontar pra me ver crescer Eu sonhei viver paixões, glamour Num filme de chorar Hoje, aceito o caos. E quando vejo, a vida espera mais de mim mais além, mais de mim O eterno aprendizado é o próprio fim Já nem sei se tem fim Passei pelo mundo Sem ser percebido Ouvindo a tudo E a nada dando ouvido Segui pelo caminho Que tinha a minha frente Mas não encontrei a estrada Desejada em minha mente Nada fiz que aos outros Tivesse interessado Tudo que fiz foi por dever ou acovardado Por nada tive paixão Mas nada fiz por ódio Se ausência de sentimentos Não significa maldade Simplificando a história, Vivi na obscuridade.